Breve história da Reflexologia

A reflexologia é uma técnica de massagem oriental milenar, cada vez mais procurada em todo mundo. Pode ser aplicada em pessoas de todas as idades e é considerada uma terapia complementar, eficaz na prevenção de doenças e como coadjuvante de outros tratamentos.

Provas arqueológicas como: pictogramas egípcios de 2350 a.C., encontrados na capela do vizir Ptahhoep II, em Saqqara; ou na entrada do Túmulo do Médico Ankhmahor em Saqqara, também datadas de 2350 a.C.; ou ainda no templo de Amon em Karnak, datados entre 1279-13 a.C., sugerem que a refelxologia é uma prática antiga, presente em diversas civilizações.

Embora os chineses tenham começado a usar a reflexologia há cerca de 5000 anos, a reflexologia moderna tem origens no século XIX, tendo sido conceituada como terapia médica baseada na investigação do sistema nervoso por cientistas e médicos ocidentais.

Esta terapia foi plenamente desenvolvida nos anos 30 por Eunice Ingham e outros investigadores, que criaram mapas ilustrativos das zonas reflexas das mãos e dos pés. O conceito de zonas influência no sistema nervoso “uma ação desenvolvida sobre uma parte do corpo que causa uma reação noutra parte do corpo via áreas reflexos”.

No início do século XX, médicos russos colocaram a hipótese da saúde ser afetada por reação a estímulos externos (terapia reflexo) podendo influenciar a saúde através da ação reflexa. O termo reflexologia foi criado pelo médico Vladimir Behterev em 1917.

O médico William Fitzgerald (1982-1942) lançou a reflexologia nos Estados Unidos, depois de numa visita à Inglaterra no início do século XX, ter constatado que a aplicação de uma pressão direta aliviava a dor. Assim compreendeu e ensinou que a aplicação de pressão, numa das 10 áreas mapeadas nas mãos ou nos pés, diminuía a dor na área do corpo correspondente, tendo publicado esses conceitos no livro “Terapia de Zonas” (Zone Therapy).

Em 1938, Eunice Ingham, “mãe da moderna Reflexologia” escreveu um livro precursor “Stories the feet can tell”, onde examinou a reação reflexa quando se aplicava pressão aos pés, tendo sido quem desenvolveu e manteve vivas as ideias da terapia de zonas e da reflexologia – o segundo livro “Stories the feet have told”

Segundo o American Cancer Society Journal, um terço dos doentes cancerosos usavam a reflexologia como alternativa à abordagem médica.

Um estudo austríaco de 1999 e um estudo chinês de 1994, mostraram que o funcionamento dos rins e dos intestinos de utentes que são submetidos a reflexologia podal ajudou-os a expelirem cálculos renais e uréticos mais depressa e com menos dores.
Em 1995, no Reino Unido relatou-se que doentes de Alzheimer, a receber reflexologia, mostravam atenuação de sintomas de agitação, delírio e artrite.
Hospitais e centros de saúde usam a reflexologia em: obstetrícia, ginecologia, cuidados pós-operatórios e em aulas de apoio aos doentes.
A Reflexologia tem ainda um papel importante na unidade de cuidados cardíacos complementares no Columbia-Presbytarian Medical Center em Nova Iorque. O programa integrativo de medicina da Columbia, do departamento de cirurgia verificou que a Reflexologia é a terapia ideal para usar nas unidades de cuidados intensivos, ou imediatamente após a cirurgia, já que as técnicas de Reflexologia aplicadas aos pés não perturbam partes mais sensíveis do corpo.

Investigações sobre problemas de saúde específicos, como sinusite (Estados Unidos da América, 2000), dores de cabeça (Dinamarca, 1997) e de dentes (China, 1994), tensão pré-menstrual (obstetrícia e ginecologia, 1993), amenorreia (China, 1996), disfunção sexual masculina (China, 1996), hiperlipemia (níveis elevados de gordura no sangue: China, 1996), prisão de ventre (China, 1984) e esclerose múltipla (RU, 1997) revelaram a diminuição dos sintomas em pacientes submetidos à reflexologia.